Ilha das Flores - Parte 2
Especulações (EPIC 2015)
Dinheiro não tem cheiro
A FALSA DEMOCRACIA RACIAL
Tudo começou quando os poderosos africanos exploraram sua população miserável. Logo ocorreu a banalização da escravidão negra por todo mundo, destacadamente pelo branco europeu. Séculos após a escravidão acaba. Mas e o racismo?
Hoje, muitos brasileiros conservam conceitos de uma mentalidade arcaica, onde se põem em evidência considerações que levam em conta como fator humano, a diferenciação racial. Pode ser culpa de uma má formação familiar baseada, muitas vezes, numa tradição, que trás do passado errados conceitos. Aqueles que garantiam os privilégios dos mais ricos, oprimindo assim os mais pobres (especialmente os negros).
Vítimas de uma hipocrisia massificante, alvos das mais diversas exclusões, o negro tem maiores dificuldades para se estabelecerem socialmente. O fato é constatado pelo alto índice de desemprego entre o mesmo, as baixas condições de educação, saúde, etc. Estatisticamente superando quando comparado à população branca.
Vê-se o desafio que é ser negro no Brasil. O racismo, hoje, é silencioso, pois a maioria das pessoas prefere evitar o assunto. Vivemos o grande mito da democracia racial, a mesma que embole toda a sólida injustiça com o negro.
Enquanto todos não enxergarem toda ilógica do preconceito e toda debilitação que trás consigo, o Brasil não terá sua evolução concreta. O negro deve ter iguais condições humanas para esboçar suas capacidade. O que falta é a atuação de toda "massa discernente" para que de forma breve o negro deixe ser o que foi no passado, e o que ainda é. Tendo o fiel direito às práticas da isonômia.
Hoje, muitos brasileiros conservam conceitos de uma mentalidade arcaica, onde se põem em evidência considerações que levam em conta como fator humano, a diferenciação racial. Pode ser culpa de uma má formação familiar baseada, muitas vezes, numa tradição, que trás do passado errados conceitos. Aqueles que garantiam os privilégios dos mais ricos, oprimindo assim os mais pobres (especialmente os negros).
Vítimas de uma hipocrisia massificante, alvos das mais diversas exclusões, o negro tem maiores dificuldades para se estabelecerem socialmente. O fato é constatado pelo alto índice de desemprego entre o mesmo, as baixas condições de educação, saúde, etc. Estatisticamente superando quando comparado à população branca.
Vê-se o desafio que é ser negro no Brasil. O racismo, hoje, é silencioso, pois a maioria das pessoas prefere evitar o assunto. Vivemos o grande mito da democracia racial, a mesma que embole toda a sólida injustiça com o negro.
Enquanto todos não enxergarem toda ilógica do preconceito e toda debilitação que trás consigo, o Brasil não terá sua evolução concreta. O negro deve ter iguais condições humanas para esboçar suas capacidade. O que falta é a atuação de toda "massa discernente" para que de forma breve o negro deixe ser o que foi no passado, e o que ainda é. Tendo o fiel direito às práticas da isonômia.
Circo sem pão
O lema do homem moderno é a velocidade e o dos miseráveis, qual é? Uma refeição completa para muitos destes é sinônimo de luxo. Diante dessa dicotomia social se apresentam as incoerências do dever ético estatal. Não seria o Estado responsável por uma tal de ordem e progresso?
Paradoxalmente ao teórico, o Estado nutre-se de sua própria anemia. Ou seja, a funcionalidade dele acontece pela exploração das mãos-de-obra mal remuneradas e pela concentração de poder da minoria que o guia de acordo com seus interesses. E o que ocorre é o fato dos interesses dessa minoria serem baseados na ganância, na hipocrisia e no descaso com os que mais necessitam de auxílio. Assim, a fome se torna conseqüência lógica desse processo em que a ética é sobreposta pelo parasitismo social.
Enquanto milhões são investidos em turismo, vias pouco úteis e analisadas, "marketings eleitoreiros", pouco se é destinado em prol dos famintos da seca nordestina, dos moradores de rua, das barrigas d'água, da penúria. Nem ao menos se é priorizada a questão educacional cuja sua melhoria e estruturação aniquilaria boa parte dos contrastes e dificuldades de se alcançar o direito à dignidade. Direito que deveria ser dado a todos, mas só é priorizado àqueles que possuem alguma base cultural ou econômica.
Por esses traços escrevem-se todos os dias novos óbitos pela fome. Severinos são exterminados por "Maurícios" vampirizados pela ambição. Assim, até que haja tanta má distribuição de renda, falta de mobilização social, e enquanto toda verba estatal for respaldar aquilo que serve para poucos, sempre haverá pratos vazios. E os mortos pela falta de acesso à comida continuarão a ser mera estatística.
Paradoxalmente ao teórico, o Estado nutre-se de sua própria anemia. Ou seja, a funcionalidade dele acontece pela exploração das mãos-de-obra mal remuneradas e pela concentração de poder da minoria que o guia de acordo com seus interesses. E o que ocorre é o fato dos interesses dessa minoria serem baseados na ganância, na hipocrisia e no descaso com os que mais necessitam de auxílio. Assim, a fome se torna conseqüência lógica desse processo em que a ética é sobreposta pelo parasitismo social.
Enquanto milhões são investidos em turismo, vias pouco úteis e analisadas, "marketings eleitoreiros", pouco se é destinado em prol dos famintos da seca nordestina, dos moradores de rua, das barrigas d'água, da penúria. Nem ao menos se é priorizada a questão educacional cuja sua melhoria e estruturação aniquilaria boa parte dos contrastes e dificuldades de se alcançar o direito à dignidade. Direito que deveria ser dado a todos, mas só é priorizado àqueles que possuem alguma base cultural ou econômica.
Por esses traços escrevem-se todos os dias novos óbitos pela fome. Severinos são exterminados por "Maurícios" vampirizados pela ambição. Assim, até que haja tanta má distribuição de renda, falta de mobilização social, e enquanto toda verba estatal for respaldar aquilo que serve para poucos, sempre haverá pratos vazios. E os mortos pela falta de acesso à comida continuarão a ser mera estatística.
Sistema de cotas, mais uma exclusão
Em resposta ao Deputado Inocêncio Oliveira, na matéria publicada no Diário de PE, no dia 06 de junho de 2004, venho a mostrar minha refutação diante de tal possível sistema de cotas para estudantes de escola pública proposto para ser votado no Senado. Tal sistema só virá a garantir uma nova exclusão social que afetará àqueles pertencentes da classe média, cujas rendas não garantem nenhuma condição de se ter um ensino superior pago. Ou que, caso possuam renda, não terão acesso a um ensino com qualidade equivalente. Fato notado pelo nível da rede de universidades particulares que oferecem grande contraste quando comparadas à rede pública.
É lamentável perceber a conseqüência de uma não longínqua ditadura militar que desmoronou o ensino fundamental e médio público destinando grandes verbas e investimentos à rede particular. E que hoje mostra a sua conseqüência: uma péssima estrutura educacional em que a qualidade só se é dada na rede superior.
O sistema de cotas seria tão falho que além de ferir princípios de igualdade, ou seja, entrar de acordo com a classificação por notas dos exames, iria levar muitos pais a matricularem seus filhos em escolas públicas e por fora pagarem matérias isoladas ou outros cursos que pudessem garantir a vaga na universidade. Vale ressaltar a seguinte informação, segundo dado da UERJ: a nota máxima dos quotistas no vestibular 2004 foi menor que a nota mínima dos não quotistas. Além disso, muitos desses abandonam bem mais matérias.
O que deve ser feito é uma total reforma na educação de base. Oferecer ensino público de boa qualidade para todos. Dessa maneira, todos terão a mesma chance de lutar por uma vaga na universidade. O sistema de cotas seria como quebrar o termômetro para não sentir a febre. Não seria jogando alunos da rede pública para dentro da universidade que o problema do ensino vai ser sanado. Isso deve ser debaixo para cima. O sistema de cotas é totalmente imprudente e excludente. Os pobres exigem ser tratados como iguais e não como discriminados por favorecimentos, que só postergarão os seus problemas. Isso, sem contar, da provável queda de nível nas universidades, visto que se terão pessoas que entraram por cota, ou seja, que não tinham base para o ensino superior gerando mais possíveis problemas para o Brasil.
Pois digo ao Deputado Inocêncio Oliveira que o mesmo tem uma dívida de gratidão com a universidade e esta dívida não se dá em reformas superficiais, mal planejadas e excludentes, mas sim numa reforma que venha a alterar todo ensino de base para que não venhamos a empurrar alunos para as universidades da mesma forma em que se empurra de uma série para outra. Como solução emergencial, que não traria danos à qualidade do ensino superior, poderia se criar um sistema de cursos pré-universitários, público e gratuito. Esse asseguraria aos estudantes mais carentes maiores condições de fazerem face ao vestibular. Portanto, a democracia não mora nas demagogia.
É lamentável perceber a conseqüência de uma não longínqua ditadura militar que desmoronou o ensino fundamental e médio público destinando grandes verbas e investimentos à rede particular. E que hoje mostra a sua conseqüência: uma péssima estrutura educacional em que a qualidade só se é dada na rede superior.
O sistema de cotas seria tão falho que além de ferir princípios de igualdade, ou seja, entrar de acordo com a classificação por notas dos exames, iria levar muitos pais a matricularem seus filhos em escolas públicas e por fora pagarem matérias isoladas ou outros cursos que pudessem garantir a vaga na universidade. Vale ressaltar a seguinte informação, segundo dado da UERJ: a nota máxima dos quotistas no vestibular 2004 foi menor que a nota mínima dos não quotistas. Além disso, muitos desses abandonam bem mais matérias.
O que deve ser feito é uma total reforma na educação de base. Oferecer ensino público de boa qualidade para todos. Dessa maneira, todos terão a mesma chance de lutar por uma vaga na universidade. O sistema de cotas seria como quebrar o termômetro para não sentir a febre. Não seria jogando alunos da rede pública para dentro da universidade que o problema do ensino vai ser sanado. Isso deve ser debaixo para cima. O sistema de cotas é totalmente imprudente e excludente. Os pobres exigem ser tratados como iguais e não como discriminados por favorecimentos, que só postergarão os seus problemas. Isso, sem contar, da provável queda de nível nas universidades, visto que se terão pessoas que entraram por cota, ou seja, que não tinham base para o ensino superior gerando mais possíveis problemas para o Brasil.
Pois digo ao Deputado Inocêncio Oliveira que o mesmo tem uma dívida de gratidão com a universidade e esta dívida não se dá em reformas superficiais, mal planejadas e excludentes, mas sim numa reforma que venha a alterar todo ensino de base para que não venhamos a empurrar alunos para as universidades da mesma forma em que se empurra de uma série para outra. Como solução emergencial, que não traria danos à qualidade do ensino superior, poderia se criar um sistema de cursos pré-universitários, público e gratuito. Esse asseguraria aos estudantes mais carentes maiores condições de fazerem face ao vestibular. Portanto, a democracia não mora nas demagogia.
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